Revenda abusiva na prática: o ponto de vista de dois grandes varejistas

Cada varejista tem um relacionamento diferente com os revendedores. Para alguns varejistas, os revendedores representam uma parceria mutuamente benéfica — e até essencial — para o modelo de negócios em e-commerce. Para outros, é uma relação bem mais delicada. Mas, em todo esse espectro, há o risco de que revendedores — ou golpistas se passando por revendedores — explorem as políticas do lojista e causem prejuízos reais: de perdas financeiras e desperdício de produtos a danos na reputação da marca.

O que é abuso de políticas de revenda?

Assim como outros tipos de abuso de políticas, o abuso por revendedores pode assumir várias formas — mas, no fim das contas, trata-se de um terceiro tentando revender seus produtos com margem de lucro e de um jeito que não beneficia o seu negócio.

Por exemplo, revendedores abusivos podem driblar os limites de compra — normalmente criando contas falsas para ultrapassar a quantidade máxima permitida por cliente em determinado produto. Promoções com limite de itens são normalmente destinadas a criar empolgação e aumentar a afinidade da marca. Revendedores abusivos podem prejudicar essa estratégia.

Quando esses abusadores esgotam e acumulam produtos promocionais, os varejistas acabam lidando com clientes frustrados — incapazes de comprar o que desejam — que muitas vezes direcionam sua insatisfação à marca por não controlar suas próprias vendas. Isso mina os esforços de construção de lealdade em um ambiente competitivo, onde os clientes podem facilmente comprar em outro lugar.

Acumulação pode levar a problemas de escassez de estoque e competição desnecessária e dispendiosa com seus próprios produtos.

Dois varejistas globais diferentes compartilharam com a Riskified como os revendedores se encaixam em seu ecossistema de negócios, quais tipos de abuso de políticas de revenda eles enfrentam e como eles combatem abusos sem comprometer os relacionamentos desejados.

Um tipo de abuso de política, duas histórias do varejo

O primeiro varejista destacou que controlar abusos é um verdadeiro exercício de equilíbrio. Entre seus clientes estão empresas que compram produtos ou suprimentos em volume — por isso, o varejista precisa manter espaço para compras legítimas em grandes quantidades feitas por esses pequenos negócios.

Ao mesmo tempo, o varejista quer garantir que seus consumidores recebam benefícios e vantagens que incentivem novas compras e recompensem a fidelidade à marca. Uma das formas de fazer isso é oferecendo grandes descontos em produtos muito desejados ou promoções exclusivas — como edições limitadas disponíveis apenas para seus clientes.

Com esse tipo de promoções atraentes, restringir as compras a um único ou pequeno número de itens é necessário para garantir que haja estoque suficiente para todos. No entanto, alguns revendedores encontraram maneiras de explorar essas ofertas, às vezes abrindo várias contas usando endereços ligeiramente alterados para evitar a detecção.

Com esse tipo de estratégia, alguns revendedores conseguiram comprar grandes quantidades de produtos promocionais e revendê-los com lucro — esgotando o estoque e prejudicando outros clientes. Além disso, esses pedidos em grande volume geraram custos extras em diversas áreas da operação. A equipe de logística e distribuição muitas vezes chega a embalar dezenas de pedidos antes de perceber que se tratam de compras suspeitas. Depois, a equipe de fraude precisa dedicar tempo para desvendar esses pedidos — identificar quem realmente está por trás das compras e das múltiplas contas — e decidir se é alguém que deve ser bloqueado ou com quem ainda vale a pena manter uma relação comercial.

Para o segundo varejista, gerenciar revendedores e possíveis abusos exigiu uma abordagem diferente. Exclusividade e uma experiência premium são pilares da marca — e alguns revendedores se aproveitam disso criando múltiplas contas, ou variações delas, para acumular produtos exclusivos e revendê-los a preços inflacionados. O resultado: problemas de controle de estoque e frustração de clientes que não conseguem encontrar o item desejado ou se deparam com valores inconsistentes entre diferentes vendedores.

Assim como no primeiro varejista, os revendedores criaram outros custos para esta marca. Com frequência, esses revendedores tentavam devolver os produtos que não conseguiam revender dentro do prazo de 30 dias para devoluções. A marca realiza inspeções rigorosas em todas as devoluções — e analisar esse volume adicional de pedidos acabou se tornando um processo demorado e caro.

Para resolver o problema, ambos os varejistas adotaram Policy Protect da Riskified para identificar mais facilmente quando uma única pessoa está por trás de várias contas, diferenciar entre clientes B2B legítimos e maus atores, e adicionar camadas de política e fricção seletiva para impedir que revendedores devolvam itens não vendidos ou abusem das políticas de outras formas. Em alguns casos, revendedores com histórico problemático foram bloqueados de realizar novas compras.

Consumidores revelam por que abusam das políticas dos varejistas

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