M-commerce: por que você precisa de uma abordagem diferente para a prevenção de fraudes

O que é m-commerce?

O “mobile commerce” comumente denominado m-commerce, é o uso de dispositivos móveis e aplicativos para comprar produtos online. O m-commerce abrange desde compras online, serviços bancários e pagamentos de contas até assinaturas de aplicativos móveis — e rapidamente se tornou uma importante fonte de receita para o varejo digital.

QUAL É A DIFERENÇA ENTRE MCOMMERCE E ECOMMERCE?

Ecommerce é um termo geral que se refere à compra e venda de produtos ou serviços pela internet. O m-commerce funciona como uma subcategoria do e-commerce, em que os clientes realizam compras online a partir de seus celulares, utilizando sites e aplicativos móveis.

No varejo, o m-commerce geralmente está inserido na estratégia omnichannel — uma abordagem multicanal de vendas que busca oferecer uma experiência de compra sem fricção, independentemente da plataforma usada pelo cliente para adquirir e receber seus produtos. O varejo omnichannel abrange compras via desktop, dispositivos móveis e lojas físicas, mas também inclui o social commerce, o modelo de compra online e retirada na loja (BOPIS) e outras plataformas, como totens de autoatendimento.

O crescimento do m-commerce

Só em 2022, os celulares foram responsáveis por 60,66% de todo o tráfego na internet, enquanto desktops e tablets responderam por apenas 39,34%. por cento. Com mais de sete bilhões de pessoas no mundo que possuem um smartphone, os consumidores têm inúmeras oportunidades de fazer compras e gerenciar suas finanças sem precisar investir em um computador. Além disso, em famílias com várias pessoas e, normalmente, poucos computadores disponíveis para cada uma delas, é comum que os usuários recorram aos dispositivos móveis com mais frequência para acessar a internet.

Os dispositivos móveis e a infraestrutura que os suporta há muito tempo alcançaram o desempenho dos desktops, oferecendo uma experiência na web e uma velocidade de navegação praticamente equivalentes. As compras pelo celular também se encaixam perfeitamente no estilo de vida e no comportamento de consumo dos consumidores atuais — especialmente dos millennials e da Geração Z, que já nasceram no mundo digital.

Varejistas digitalmente maduros reconhecem a importância de atender às preferências dos clientes por experiências móveis sem fricção — e têm investido fortemente em suas plataformas, criando aplicativos próprios e otimizando seus sites para navegação e compras via celular.

O m-commerce elevou o padrão das expectativas dos clientes em relação à conveniência e à rapidez. Sempre que surge uma necessidade ou um impulso de compra, os usuários de smartphones precisam apenas alcançar o bolso para finalizar a transação. Os varejistas estão aproveitando ativamente esse comportamento ao incentivar compras rápidas e espontâneas com recursos como o checkout em um clique.

Benefícios

O m-commerce representa uma evolução importante nos mundos digital, varejista e do ecommerce — tanto para os clientes quanto para os lojistas. Ele abre a porta para:

  • Um público mais amplo e melhor experiência do cliente: os clientes podem comprar em seus celulares, e os lojistas ampliam seu público e alcançam aqueles que não necessariamente usam desktops ou notebooks.
  • Potencial de crescimento: espera-se que as vendas em m-commerce representem mais de 10% de todas as vendas de varejo dos EUA em 2025, um aumento constante em relação aos 3,5% de 2018.
  • Opções de pagamento: com o m-commerce, os clientes têm uma variedade de opções de pagamento para escolher, como Apple Pay, Visa Checkout, PayPal, e muito mais. Muitos sites e aplicativos para dispositivos móveis também oferecem uma opção para salvar um método de pagamento preferido, permitindo uma finalização de compra mais rápida, com apenas um clique.
  • Navegação e transações rápidas: os aplicativos móveis oferecem aos clientes uma experiência online superior e transações mais ágeis.

Desafios

  • Um dos desafios do m-commerce é que ele geralmente gera mais fricção do que as experiências em desktop, devido a fatores como espaço de tela e de rolagem limitados e campos menores no formulário de checkout.
  • Os clientes abandonam o carrinho com mais frequência durante o checkout em dispositivos móveis devido à fricção causada por sites de processamento de pagamento de terceiros ou por uma experiência de checkout mobile insatisfatória. Quando o assunto é pagamento, tanto inserir quanto salvar as informações de pagamento traz riscos — por um lado, fazer com que o cliente insira os dados em campos minúsculos (o que gera erros e fricção) causa perdas para os lojistas; por outro, armazenar essas informações deixa os consumidores mais vulneráveis a fraudes.
  • Muitos varejistas ainda não adaptaram suas soluções de prevenção a fraudes para o ambiente mobile — e costumam aplicar as mesmas táticas e estratégias de gestão de fraude usadas em suas operações gerais de e-commerce aos canais e pedidos de m-commerce — o que torna o m-commerce um alvo mais fácil para os fraudadores.

4 táticas de fraude em m-commerce que têm como alvo os pagamentos móveis

Como mencionado acima, o m-commerce é a opção preferida dos consumidores pela sua conveniência — e os pagamentos móveis tornam tudo ainda mais simples. Em todo o mundo, impressionantes 2,8 bilhões de pessoas usam carteiras digitais para fazer pagamentos móveis. Embora as carteiras digitais ofereçam benefícios adicionais de segurança, os fraudadores sempre encontram maneiras de se aproveitar delas. Na verdade, 70% das transações fraudulentas ocorrem pelo celular. Aqui está como.

  1. Novas contas criadas com dados roubados
    Cibercriminosos utilizam cartões de crédito e dados pessoais roubados para abrir novas contas de carteiras digitais.
  2. Troca de chip
    Os fraudadores se passam pela identidade da vítima para enganar a operadora de telefonia e transferir os dados de um celular para outro. Após a troca de SIM, o fraudador passa a ter acesso total aos aplicativos de carteira digital da vítima e consegue autenticar solicitações de verificação em dois fatores por SMS.
  3. Burlando a autenticação biométrica
    Os dados biométricos de um usuário podem ser roubados com a ajuda da inteligência artificial. A inteligência artificial pode criar deepfakes, máscaras faciais, impressões digitais artificiais e dados falsos de reconhecimento de voz. Os fraudadores utilizam essas informações biométricas falsificadas para se autenticar em contas.
  4. Engenharia social
    Muitas pessoas acabam caindo em golpes como ataques de phishing, fraudes por telefone e invasões remotas de dispositivos, nas quais os fraudadores obtêm acesso não autorizado às informações de conta e aos dados de pagamento das vítimas.

Prevenção de fraudes em m-commerce

Para combater a fraude, os varejistas podem adotar medidas preventivas desenvolvidas especificamente para aprevenção de fraudes em m-commerce.

Dados relevantes

É importante priorizar os dados certos e deixar de lado aqueles menos relevantes, que talvez fossem confiáveis no ecommerce tradicional. Indicadores que costumam ser úteis nas análises de fraude em ecommerce tradicional podem ser menos reveladores nas revisões de fraude em m-commerce. Saber quais dados reveladores são exclusivos dos pedidos feitos por dispositivos móveis — e monitorá-los de perto — pode fazer toda a diferença.

Veja, por exemplo, os endereços de IP. Como as operadoras de telefonia geram endereços de IP dinâmicos a partir da torre de celular mais próxima de cada dispositivo, os usuários móveis tendem a alternar constantemente entre diferentes endereços de IP. Com o telefone no bolso, eles podem estar no trabalho, em casa e fazendo compras, tudo isso em um intervalo de dez horas. Um usuário de celular pode ter feito uma compra de qualquer um desses locais, todos potencialmente com endereços IP diferentes, tornando este alerta de fraude comum em e-commerce irrelevante para fraudes em m-commerce. Um ponto de dados melhor seria rastrear o número de identificação único que cada smartphone possui.

Leia nas entrelinhas

Usuários de m-commerce são diferentes dos usuários de e-commerce em muitos aspectos. Colete atributos comportamentais, como informações da operadora, localização por GPS e análises comportamentais avançadas, e analise-os. Com isso, os lojistas poderão identificar padrões de comportamento e, principalmente, sinalizar atividades que fogem do padrão — ajudando a prevenir ações ilegítimas.

O dispositivo e a origem do acesso fazem a diferença

Eles usam um Android ou iPhone? O usuário mudou de um desktop ou notebook para um dispositivo móvel para finalizar uma compra? A compra foi feita através de um navegador ou de um aplicativo móvel?

Saber as respostas para essas perguntas pode ajudar os lojistas a analisar de forma eficiente as tentativas e as fraudes bem-sucedidas, identificar a origem e, em seguida, implementar medidas de segurança específicas para contê-las e preveni-las.

Prossiga em casos de divergência no AVS, mas com cautela

Existe uma correlação fraca entre os resultados do Address Verification Service (AVS) e as fraudes em m-commerce. Os dados da Riskified mostram que os lojistas podem aprovar com segurança 90% dos pedidos móveis com uma correspondência parcial do AVS. Isso provavelmente acontece porque é mais fácil para um usuário de celular cometer erros ao digitar em um teclado pequeno e preencher campos minúsculos de formulário.

Assim como a tendência de fraude em e-commerce nos mostra, quando um mercado cresce, a atividade fraudulenta também cresce. Adotar uma abordagem específica para lidar com fraudes em m-commerce ajuda a reduzir vulnerabilidades que só se tornam visíveis quando esse canal é analisado de forma dedicada — permitindo bloquear fraudadores e manter clientes legítimos ativos.

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